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sábado, 27 de agosto de 2016

ESTA NOITE ENCARNAREI NO TEU CADÁVER (1967): Resenha de filme

Dando sequência à resenha dos filmes de Zé de Caixão, desta vez a resenha é sobre o segundo longa da saga do famoso personagem de José Mojica Marins. Em Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver (1967), o agente funerário ateu continua sua busca pela geração de um filho, que garantirá a ele a continuação de sua existência, através de uma linhagem de sangue.

Nesse filme, Zé não deseja simplesmente se eternizar. Agora, ele fica mais ambicioso. Seu desejo é criar um filho que seja superior a todas as outras criaturas, que seja mais forte, que não tenha crença no sobrenatural, que não tenha medo e que levará a humanidade à redenção.

Para isso, ele precisa da mulher ideal, que contenha todas essas qualidades que ele acredite ter e que ele espera que seu filho tenha. Zé do Caixão, ou Josefel Zanatas (seu nome verdadeiro, como descobrimos nesse filme), é claramente um psicopata egocêntrico com mania de grandeza e completo desprezo por qualquer homem.

O ódio em relação à religião se torna mais extremo em Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver. O filme começa com o julgamento de Zé. Ele é absolvido das mortes cometidas no primeiro filme (À Meia-Noite Levarei sua Alma, de 1964) por falta de provas, se recupera dos delírios (ou ataques de assombrações) do filme anterior e retorna ao seu povoado.

As reservas da população em relação a Zé se aguçam e eles passam a temê-lo, acreditando que o agente funerário é, na verdade, um enviado do demônio.

Vemos também que, na Zé arranjou um ajudante, um corcunda monstruoso chamado Bruno (uma clara homenagem ao personagem arquetípico de filmes de terror Igor). Bruno o ajuda com suas maldades.

Depois que Zé do Caixão retorna à cidade, várias mulheres desaparecem. Na verdade, o mistério não permanece por muito tempo, foi o agente funerário que as sequestrou e quer saber se alguma delas é a mulher ideal para gerar seu superfilho.

No final, nenhuma delas serve e ele acaba dirigindo sua atenção para a filha do "coronel" da cidade, que se apaixona submissamente por Zé, para desgosto de seu pai.

Zé continua fazendo suas maldades infantis, como no primeiro filme, maltratando a todos na cidade, sem que ninguém seja capaz de afrontá-lo.

A parte mais legal do filme é a "visita" de Zé do Caixão ao inferno. Curiosamente, o filme é todo em preto e branco, mas as cenas do inferno são coloridas. E, com seus limitados recursos, Mojica produziu um cenário infernal muito legal, com almas sendo torturadas e com gritos e uivos perturbadores.

Novamente, os efeitos sonoros e a trilha do filme são muito bons.

Pelo lado negativo, continuamos a ter diálogos infantis e atuações terríveis. A cena de luta de Zé do Caixão com jagunços enviados pelo coronel para matá-lo são risíveis.

Mas, de forma geral, o Esta Noite supera À Meia-Noite em quase todos os aspectos. E também é mais longo.

DADOS DO FILME:
Título original: Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver
Direção: José Mojica Marins
Ano: 1967
País: Brasil
Duração: 108 minutos

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

À MEIA-NOITE LEVAREI SUA ALMA (1964): Resenha de filme

Pelos próximos três dias, publicarei farei análises sobre a trilogia de Zé do Caixão, começando pelo primeiro filme: À Meia-Noite Levarei sua Alma (1964).

O filme, dirigido por José Mojica Marins, é o primeiro longa-metragem em que aparece o personagem Zé do Caixão (vivido pelo próprio diretor), que virou um ícone do cinema brasileiro. Foi também meu primeiro contato com a obra de Mojica.

O filme, em preto e branco, foi lançado em novembro de 1964, portanto, nos primórdios da ditadura militar. A trama envolve uma história de desejo doentio de um agente funerário, Zé do Caixão, de gerar um filho para perpetuar a sua linhagem.

A história é meio esquisita, mas a coisa mais legal do filme é justamente o personagem de Zé do Caixão. Tudo bem que, às vezes, o roteiro é meio infantil ao retratar o agente funerário: Zé é um vilão estereotipado que faz malvadezas e machuca as pessoas, sem que ninguém consiga dar uma lição nele.

Todos têm medo do homem que usa uma cartola e uma capa preta. Ele passa a mão na garçonete, decepa os dedos do adversário no jogo de pôquer, tenta estuprar a noiva do amigo, chama de "covarde" todos os homens que estão no bar etc. Quando alguém tenta enfrentá-lo, Zé simplesmente dá uns golpes de caratê e machuca o pobre coitado. Acho que Mojica poderia tentar conceber um vilão menos estereotipado.

De qualquer forma, tirando esse ponto fraco, Zé do Caixão é um personagem interessante e, imagino que, na época em que o filme foi lançado, era extremamente singular. Um agente funerário ateu que desdenha da fé das pessoas e que, por não acreditar na vida após a morte, é obcecado em imortalizar-se através de uma linhagem biológica.

Mais do que qualquer coisa, Zé quer gerar um filho. Ele teme que sua extinção, caso não tenha deixado um herdeiro, sangue de seu sangue, no mundo.

Zé também se acha mais forte do que os demais (talvez por isso fique praticando malvadezas por aí) justamente por ser cético. Para ele, a fé enfraquece e amedronta as pessoas. Ele se sente livre e acredita que vale tudo para conseguir o que quer. Não há limites para que ele imponha sua vontade.

Logo no início do filme, Zé acha que Teresinha não lhe dá atenção porque ele é casado com Lenita. Mas, como Lenita não é capaz de gerar um filho, Zé acha melhor se livrar dela. E aí começa uma série de assassinatos cometidos pelo personagem de Mojica.

No meio do caminho, uma cigana vidente começa a fazer previsões macabras sobre Zé do Caixão e ele começa a ter visões. Não se sabe até esse momento se suas visões são os espíritos dos mortos querendo se vingar ou se é sua consciência tendo um ataque de arrependimento.

Os cenários do filme são bem macabros, mas o grande trunfo técnico do filme são os efeitos sonoros. Os gritos no início do longa, por exemplo, são perturbadores.

Como lado negativo, temos diálogos ingênuos e atuações ruins.

DADOS DO FILME:
Título original: À Meia-Noite Levarei sua Alma
Direção: José Mojica Marins
Ano: 1964
País: Brasil
Duração: 84 minutos

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A MALDIÇÃO DA SÉTIMA LUA (2008): Resenha de filme

A Maldição da Sétima Lua (Seventh Moon, 2008) é um daqueles filmes que não são found footage mas são filmados com a mesma displicência desses filmes POV. A câmera treme, os ambientes não têm iluminação adequada e há muitos enquadramentos esquisitos.

Talvez seja apenas o estilo do diretor Eduardo Sánchez, cubano que codirigiu o grande sucesso Bruxa de Blair (1999), um dos precursores do found footage no cinema mundial. Ou talvez eu esteja muito ranzinza.

De qualquer forma, o filme tem um quê de produção amadora, apesar de contar com o famoso rosto de Amy Smart, que estrelou filmes como Efeito Borboleta (2004) e Adrenalina (Crank, 2006), e faz o papel da protagonista Melissa.

Melissa e seu marido Yul viajam para a China, em lua-de-mel, para que ela seja apresentada à família chinesa de seu esposo. No trajeto para a casa dos parentes de Yul, no entanto, o motorista chinês contratado pelo casal para o carro no meio do caminho dizendo-se perdido.

Com a justificativa de que precisa buscar ajuda, o motorista os abandona próximo a uma pequena aldeia no interior da China. Assustados, Melissa e Yul saem do carro e entram na vila, onde encontram todas as casas fechadas e um monte de animais vivos sendo oferecidos como holocausto a espíritos malignos.

Os dois são confundidos com uma oferenda pelos espíritos e então começam a ser perseguidos por eles pelo meio do escuro cenário rural noturno da China. A partir daí, o filme assume um ritmo de correria. É um ritmo meio alucinante, estilo Olhos Famintos (2001).

As criaturas, a princípio, aparecem apenas como vultos. E, apesar de serem espíritos, se parecem mais com zumbis do que com assombrações. Eles correm como se fossem aqueles mortos-vivos ávidos de carne humana.

Durante boa parte do filme, os dois protagonistas ficam correndo dos espíritos/zumbis, com aquelas tomadas meio tremidas, mal enquadradas e escuras.

Só no final é que a gente consegue dar uma boa olhada nas criaturas. E é um pouco decepcionante sua maquiagem/FX.

No todo, o filme flui bem com todos os seus defeitos, apenas porque mantêm sua adrenalina fluindo por seu corpo. De zero a dez, nota 6,5.



DADOS DO FILME
Título original: Seventh Moon
Direção: Eduardo Sánchez
Ano: 2008
País: EUA
Duração: 87 minutos

domingo, 21 de agosto de 2016

NOITE DIABÓLICA - CONTOS FANTÁSTICOS, de R.F. Lucchetti: Resenha de livro

O que falar da coletânea de contos Noite Diabólica, considerado o primeiro livro de terror de um autor brasileiro? A primeira coisa a dizer é que esse clássico do decano da literatura de terror nacional, Rubens Francisco Lucchetti (R. F. Lucchetti), de 1963, acaba de ser relançado pela Editora Argonautas.

Nesta segunda edição, separada por mais de 50 anos da original, os editores buscaram manter a identidade da versão de 1963. A capa tem a mesma ilustração e a mesma identidade visual. As ilustrações de Jayme Cortez foram recuperadas e restauradas.

Mas há diferenças. A primeira é o subtítulo. Em vez de Noite Diabólica - Contos Macabros, preferiram trocar o nome do livro para Noite Diabólica - Contos Fantásticos. Na verdade, o nome original tinha mais a ver com o conteúdo do livro do que esse novo título.

A maior diferença dessa edição, no entanto, está nos próprios contos. Além de trazer um conto extra (A Única Testemunha), que não constava na edição de 1963, o novo livro contou com uma revisão extensiva de Lucchetti.

Eu, sinceramente, nunca li a edição original (ela é muito rara, porque está fora de catálogo há décadas), mas credito essa informação ao próprio autor. Segundo Lucchetti, os contos desta edição estão mais próximos dos textos originais, escritos por ele.

De acordo com o autor, quando foram publicados pela Editora Outubro, alguns contos sofreram cortes, o que prejudicou sua qualidade. Além disso, Lucchetti trocou algumas palavras e atualizou a ortografia.

A coletânea contém 18 contos e um poema (Abkar), todos eles de terror. Em geral, o que vemos são histórias com a marca de Lucchetti: textos curtos e objetivos, que optam por explorar os cenários góticos de Inglaterra e Estados Unidos.

Lucchetti ressalta no prefácio que os contos foram escritos em início de carreira e que ele sequer tinha objetivo de publicá-los como contos, então ele diz para o leitor não ter grandes expectativas.

Ele conta que, quando enviou seus textos para a Editora Outubro, seu único objetivo era que suas histórias fossem roteirizadas para quadrinhos. Seu sonho era ver suas histórias desenhadas por Nico Rosso, seu ídolo.

Como não li os textos originais de Lucchetti nem a edição original da Outubro, não posso opinar sobre isso. Mas o que vejo na edição da Argonautas são contos prontos para publicação e não simples argumentos para roteiros de HQ. Talvez Lucchetti os tenha reescrito para esse livro. Realmente não posso opinar.

Pelo menos três dos contos aparecem em outros livros de Lucchetti que já li, mas nenhum deles merece grande destaque. No Domínio do Mistério foi republicado, em uma versão diferente, na coletânea Fantasmagorias (Ed. Devaneio, 2013), com o título de Feiticeira.

Capa da nova edição
Outro conto que aparece, também em uma versão diferente, em Fantasmagorias é O Monstro (que aparece no livro de 2013 com o título de O Monstro de Ouro Verde).

Colóquio na Casa do Juiz, que parece mais um pequeno ensaio sobre licantropia do que um conto, é reaproveitado (também com algumas alterações) como uma cena introdutória do livro O Lobisomem (Ed. Fittipaldi, 1995).

Entre os outros 15 contos, os melhores são, sem dúvida, Magda, Um Caso Tenebroso e O Experimento do Doutor Ewers.

O primeiro (Magda) fala sobre um homem que se apaixona por uma mulher mas desenvolve uma estranha obsessão pelo pescoço de sua amada. Com medo de ver aquela perfeita parte da anatomia de Magda envelhecer e perder seu encanto, ele resolve matá-la e embalsamá-la. A premissa é bem interessante e foge um pouco do território de lobisomens, vampiros e fantasmas priorizado por Lucchetti.

Capa da edição original
Em Um Caso Tenebroso um homem, suspeito de matar a mulher, começa a ser hostilizado por seu cachorro, até que ele não aguenta mais a perseguição do animal e decide matá-lo. Ele jura que é inocente, mas o cachorro parece ter a certeza de que não é.

O Experimento do Doutor Ewers é outro conto diferentão, que fala sobre um cientista que faz experimentos com as almas de pessoas. Ele acredita que conseguiu ter sucesso ao transplantar a alma de um amigo seu, que faleceu, em seu cachorro. Agora, ele quer saber se consegue tirar a alma de uma pessoa viva. Apesar do fim ser meio confuso, eu gostei bastante.

O livro vale muito a pena, principalmente por seu valor histórico dentro da literatura nacional. A Argonautas foi muito feliz em relançá-lo.

sábado, 20 de agosto de 2016

HISTÓRIAS QUE NOS SANGRAM, de Geraldo de Fraga: Resenha de livro

Há aproximadamente um ano, quando decidi criar esse blog, comecei a ler vários autores nacionais de terror, algo que, confesso, nunca havia feito. Não tenho vergonha de admitir que, sem conhecer, tinha preconceito com o que era produzido nesse gênero, aqui no país.

Para minha grata surpresa, ao ler esses autores, tive contato com muita coisa boa. São autores que produzem literatura de qualidade e com muita originalidade.

Um desses nomes é Geraldo de Fraga. Sua coletânea Histórias que nos Sangram, publicada pela Editora Multifoco, em 2009, reúne sete contos baseados, segundo o autor, em lendas pernambucanas. São histórias que envolvem maldições, espíritos, piratas, canibalismo e até lobisomens (talvez o personagem de terror mais comum do folclore brasileiro).

A ideia do livro, portanto, é muito legal: usar histórias assustadores que são patrimônio cultural de um estado como matéria-prima para uma coletânea de terror.

Como eu não sou de Pernambuco, não conheço nenhuma dessas histórias. Por isso, não posso dizer o quanto desses contos pertence à memória coletiva pernambucana e quanto é fruto da mente de seu autor.

Uma coisa, no entanto, é certa: Fraga sabe contar uma história. Se, por um lado as histórias talvez não sejam originais, por se tratarem de lendas, por outro seu estilo é muito bom. A narrativa, envolvente, é um ponto forte e seus diálogos são bons. A leitura flui muito bem.

E mesmo que as histórias não sejam originais, para os leitores que não são de Pernambuco e não as conhecem, os contos têm um quê de novidade.



Entre os contos, meus favoritos são Sua Cabeça como Troféu e Quem Ama Não Tem Coração.

Sua Cabeça como Troféu, passado em um engenho de açúcar em fins do século 17, é o conto que abre o livro (uma excelente escolha a meu ver). Um senhor de engenho conhecido por sua crueldade, compra quatro escravos para sua fazenda. Um deles é um gigante que o traficante, inicialmente, se recusa a vender (mas que o vende depois da insistência do fazendeiro).

O gigante parece ter um poder sobre os outros escravos, mas o senhor de engenho acredita que saberá amansá-lo. No entanto, esse gigante esconde um segredo que remete ao passado de crueldade do fazendeiro e seus capatazes.

Quem Ama Não Tem Coração é um conto diferente de tudo o que já li. Trata-se de um homem que paga uma alta quantia para piratas encontrarem uma mulher que fugiu dele. Os piratas encontraram a fugitiva mas estão assustados. A mulher não é o que parece ser. A descrição da criatura em que se transforma a mulher é um ponto alto do conto. O final do conto é meio enigmático, mas interessante.


domingo, 14 de agosto de 2016

CANIBAIS (2013): Resenha de filme

O diretor e produtor Eli Roth tem um estilo marcante de fazer terror. E sua principal marca são as cenas de violência marcadas por muito sangue e uma crueldade sem limites. Tudo isso sempre em planos fechados, bem fechados, durante as cenas de tortura.

Canibais (The Green Inferno, 2013) não foge à regra. É um O Albergue (2005) transposto para a selva amazônica. A história é a seguinte: um grupo de estudantes universitários ativistas de Nova York decide viajar para a Amazônia peruana para impedir a destruição da mata e a morte/expulsão de uma tribo nativa por uma empresa que quer explorar gás natural.

O grupo vai até lá, bem no meio da inóspita floresta tropical (onde só chega de barco ou helicóptero), e consegue causar um incômodo na empresa. Através da transmissão ao vivo, por meio de telefones celulares conectados por satélite, os jovens fazem com que os trabalhos sejam momentaneamente interrompidos.

Felizes da vida com seu sucesso, os jovens embarcam em um pequeno avião monomotor para sair da floresta. No entanto, nesse voo de volta, o avião cai no meio da selva.

Os sobreviventes, ainda atordoados com a queda, têm então que lidar com uma tribo de canibais. Por acaso, a mesma tribo que eles se empenharam em salvar. Pelo trailer e pelo nome brasileiro do filme, dá para se ter uma ideia do que vai acontecer com o grupo.

Quem for assistir, já saiba o que esperar: gore ao extremo. Mas apenas isso. Se o objetivo do filme é apenas explorar a violência extrema, ele o faz muito bem. O espectador médio vai sentir uma certa repulsa. O sádico vai se sentir satisfeito. E o mais sensível pode ter alguma ânsia de vômito. Os efeitos especiais das cenas são muito bem feitos.

O enredo não traz nada de novo. Parece apenas um remake ou reboot do clássico italiano Holocausto Canibal (1980). O próprio diretor já afirmou que Canibais é uma homenagem ao filme de Ruggero Deodato.

O curioso é que, apesar das cenas violentas serem muito bem feitas, as cenas triviais, como as passadas na universidade, se parecem com a de um filme amador.

Também há uma série de furos. A tribo canibal, aparentemente, tem pouco ou nenhum contato com a civilização (até por ser canibal). No entanto, vemos bois e porcos na aldeia. Ora, como os índios conseguiram os animais e aprenderam a cuidar deles?

Outro furo. Para chegar ao local onde está a floresta está sendo desmatada (e onde obviamente moram os índios canibais), os ativistas precisam ir de avião até uma cidade pequena, pegar um triciclo e depois fazer uma viagem de barco.

No entanto, depois de impedir o desmatamento, os jovens simplesmente sobem em um avião e voam de volta para a civilização. Se havia uma pista de pouso perto do local do desmatamento, por que eles não voaram diretamente até lá?

O avião então decolou e voou por algum tempo, antes de sofrer o acidente. Mas, por incrível que pareça, mesmo depois de voando por algum tempo (o que provavelmente significa que ele percorreu vários quilômetros), o avião caiu justamente perto da aldeia dos índios canibais. Ora, se eles estavam ao lado da aldeia quando pegaram o avião, como a aeronave, depois de percorrer vários quilômetros, caiu ao lado da mesma aldeia?

Bem, pode ser que eu tenha entendido errado. Ou pode ser que o diretor tenha omitido algumas cenas que pudessem me fazer entender essa doideira.

De qualquer forma, há outros furos, que não vou descrever para não estragar o filme.

De zero a 10, nota 6,5.



DADOS DO FILME
Título original: The Green Inferno
Direção: Eli Roth
Ano: 2013
País: EUA/Chile/Canadá
Duração: 100 minutos

sábado, 13 de agosto de 2016

Zé do Caixão será um dos homenageados do Festival de Gramado 2016

O cineasta brasileiro José Mojica Marins, o Zé do Caixão, será um dos homenageados do 44o Festival de Cinema de Gramado. Zé receberá o Troféu Eduardo Abelin, honraria entregue a grandes nomes da área técnica do cinema nacional, no dia 30 de agosto.

Segundo o site oficial do Festival, o prêmio "celebra mais do que o inegável legado ao gênero do horror que Marins ajudou a construir e consolidar no Brasil com seu eterno personagem Zé do Caixão, mas também reverencia seu talento como diretor, roteirista e produtor".

Além de Marins, serão homenageados Sonia Braga (com o Troféu Oscarito), Tony Ramos (Troféu Cidade de Gramado) e a argentina Cecilia Roth (Kikito de Cristal). O Festival acontece na cidade gaúcha de Gramado de 26 de agosto a 3 de setembro.